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Hábitos de consumo no verão: 4 pontos de mudança.

O que os dados revelam sobre os hábitos de consumo no verão. Todos os anos acontece o mesmo fenómeno. As cidades mudam. Os horários mudam. Os turistas chegam. As rotinas alteram-se.

E os hábitos de consumo transformam-se. São 4 pontos de destaque que discutiremos a seguir.

Para muitas marcas de restauração, o verão é visto apenas como uma época de maior movimento. Mas os dados mostram algo mais interessante: o verão não traz apenas mais clientes. Traz clientes diferentes, com comportamentos diferentes e expectativas diferentes.

A questão é simples, com a mudança de hábitos de consumo no verão, a sua operação está preparada para responder a essas mudanças?

Em Portugal, o impacto da sazonalidade é evidente. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), janeiro de 2025 registou cerca de 1,6 milhões de hóspedes e 3,7 milhões de dormidas nos estabelecimentos turísticos.

Em agosto, os números aumentaram para aproximadamente 3,8 milhões de hóspedes e 10,7 milhões de dormidas. Isto representa um crescimento de cerca de 137% no número de hóspedes e 189% no número de dormidas quando comparado com o início do ano.

Isto representa um crescimento de cerca de 137% no número de hóspedes e 189% no número de dormidas quando comparado com o início do ano.

Mas o impacto não se limita ao turismo.

Mais pessoas significam mais deslocações, mais refeições consumidas fora de casa e uma maior procura por soluções rápidas e convenientes.

Os dados da SIBS Analytics mostram que, durante os meses de verão, o consumo em Portugal continua a crescer. Entre julho e agosto, o número de transações aumentou cerca de 9%, enquanto o setor da restauração registou um crescimento de aproximadamente 11% em número de compras e 12% em valor gasto.

Estes números confirmam aquilo que muitos operadores já sentem na prática.

O verão gera mais procura. Mas também altera a forma como as pessoas consomem, devido a mudança de hábitos de consumo.

Os horários tornam-se mais flexíveis. Os jantares acontecem mais tarde. As encomendas em grupo tornam-se mais frequentes. O consumo deixa de estar associado apenas à rotina de trabalho e passa a estar ligado a lazer, férias, turismo e convívio.

No delivery, estas mudanças são particularmente relevantes.

O cliente que encomenda uma refeição numa terça-feira de janeiro não tem necessariamente o mesmo comportamento de quem encomenda durante um fim de semana de agosto.

Cá estão os 4 principais pontos de mudança no verão:

1. Durante o verão, as decisões de compra tornam-se mais impulsivas.

Consumidor procura conveniência.

Procura rapidez.

Procura soluções que lhe permitam aproveitar melhor o seu tempo.

É precisamente por isso que o delivery continua a ganhar importância.

O mercado português de Food & Beverage Service está estimado em cerca de 15,7 mil milhões de euros, sendo que Lisboa representa aproximadamente 3,9 mil milhões de euros desse total.

Dentro deste universo, o mercado de delivery na região de Lisboa gera cerca de 775 milhões de euros por ano. Estes números demonstram que o delivery já não é apenas um canal complementar. É uma parte relevante da estratégia de crescimento para muitas marcas.

No entanto, estar presente nas plataformas não é suficiente.

Quando a procura aumenta, a operação precisa de acompanhar.

Um atraso na preparação, uma quebra de consistência ou uma experiência negativa podem ter impacto direto nas avaliações, na retenção de clientes e na reputação da marca.

2. Por isso, as operações mais bem preparadas utilizam os dados para antecipar tendências.

Analisam períodos de maior procura.

 Ajustam equipas.

 Otimizam menus.

 Reforçam stocks.

 Adaptam campanhas de marketing.

E criam processos capazes de responder aos picos de atividade sem comprometer a qualidade.

Esta capacidade de adaptação torna-se ainda mais importante quando analisamos o comportamento dos consumidores.

Segundo dados do Google Trends, categorias como pizza, hambúrgueres, sushi, comida para partilha e refeições familiares apresentam um aumento consistente de procura durante os meses de verão.

3. Não porque os consumidores mudem completamente as suas preferências, mas porque mudam os contextos de consumo.

 Há mais encontros entre amigos.

Mais famílias em férias.

 Mais grupos a encomendar refeições.

 Mais momentos de lazer.

Para as marcas, isto representa uma oportunidade. Mas apenas para aquelas que conseguem adaptar a sua operação às necessidades do mercado.

Uma das conclusões mais evidentes é que as operações mais bem-sucedidas são aquelas que utilizam dados para tomar decisões. Em vez de reagirem às mudanças, antecipam-nas. Ao disponibilizar cozinhas profissionais preparadas para delivery, ajudamos marcas a responder rapidamente às alterações do mercado sem necessidade de investimentos elevados em infraestrutura própria.

Isto permite lançar novos conceitos, testar zonas de entrega, ajustar operações e responder à procura de forma mais eficiente.

4. O verão demonstra bem a importância desta flexibilidade.

 Os consumidores mudam.

 Os comportamentos mudam.

 Os horários mudam.

E as marcas que conseguem adaptar-se mais rapidamente tendem a obter melhores resultados.

No final, os dados mostram-nos uma realidade simples. O verão não é apenas uma época com mais turistas. É uma época com mais consumo, mais procura e mais oportunidades. Mas também é uma época que exige maior capacidade operacional.

Por isso, a pergunta não é apenas quantos clientes vão chegar.

A pergunta é se a sua operação está preparada para responder quando eles chegarem.

Porque no delivery, o crescimento não depende apenas da procura.

Na NOW Kitchens acompanhamos diariamente marcas que procuram crescer através do delivery.

Depende da capacidade de a transformar em vendas, satisfação e repetição.

E essa continua a ser uma das maiores vantagens competitivas para qualquer marca de restauração.

Fontes: Instituto Nacional de Estatística (INE) – Estatísticas do Turismo 2025; SIBS Analytics – Summer Spending Report 2025; Google Trends – Tendências de pesquisa Food Delivery Portugal; AHRESP – Dados do setor da restauração; Statista – Food Delivery Market Portugal e NielsenIQ – Consumer Trends Food & Beverage Europe.

 

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